De acordo com pesquisas que mostram a
realidade no setor da saúde, há inúmeras instituições de grande, médio e
pequeno porte sofrendo decadências, ocorridas não só por falta de
profissionais, mas também por falta de leitos, medicamentos e equipamentos.
´´SOU MÉDICO DO SUS, NÃO FAÇO MILAGRE SEM
INFRA-ESTRUTURA``, dentre esta e outras reivindicações, os médicos de todo o
país pedem aumento de verbas, plano de carreira, revalidação do diploma dos
profissionais estrangeiros e melhor administração do dinheiro público.


"HOSPITAL BEM ESTRUTURADO SEM MÉDICOS É COMO SE FOSSE HOTEL DE LUXO SEM NADA A OFERECER"
ResponderExcluirO ministro Padilha devia fazer uma visita rápida ao HGE, quem sabe após 10 minutos lá dentro ele perdece a cara de pau de insinuar que os hospitais públicos brasileiros estão bem estruturados; em quase todos, se não em todos, faltam macas, leitos e outros materiais básicos, sem falar em máquinas quebradas por falta de manutenção.
Mas o ministro Padilha pode argumentar que faltam médicos no interior dos estados, e que suprir essa carência vai ajudar a diminuir a super lotação dos hospitais das capitais, como o HGE; isso é verdade, mas médicos não é a única carência dos hospitais do interior, se estes hospitais não tem filas pelos corredores, é porque a população já sabe que não adianta ir a um hospital que não tem UTI neo-natal, ou que não tem aparelho para exame de Raio-X.
Sem esquecer que médico em cidade pequena do interior do Brasil é cargo político, o médico vai com a promessa de ganhar um salário X, mas só recebe o valor combinado nos primeiros 2 ou 3 meses, ou então é demitido assim que muda o prefeito, ou até mesmo conforme mudanças no cenário político partidário do município, por isso um médico prefere ficar na capital ganhando um salário X, que ir pro interior ganhando 5X ou 10X. Portanto, um plano de carreira ligado ao SUS, sem interferência da prefeituras locais, resolveria a maioria dos problema que inibem os médicos brasileiros a trabalharem no interior.
Quanto aos médicos extrangeiros, não basta revalidar os diplomas, há a necessidade de conhecer a língua portuguesa, e não apenas superficialmente.